Alisamento com Guanidina

Após o furdunço gerado pela reportagem do Fantástico, achei que deveria começar a falar dos sistemas tradicionais de alisamento e relaxamento, pra que a gente possa analisar as opções direitinho e decidir o que colocar nos cabelos.

Guanidina é uma coisa que eu sempre tive preconceito, o que prova a burrice de todo preconceito, porque eu sequer conhecia a dita cuja.

A guanidina, ou hidróxido de guanidina, é, na verdade, uma mistura de carbonato de guanidina com hidróxido de cálcio. Ressalte-se que essa “mistura” não vem pronta e deve ser feita pelo cabeleireiro,  que deve ter MUITO conhecimento sobre a guanidina, vez que se for colocado uma quantidade maior de cálcio o cabelo pode ressecar e quebrar.

Foto: Reprodução

Sua ação é mais potente que a do tioglicolato, mas menos potente que o hidróxido de sódio e o hidróxido de lítio. Além disso, o alisamento feito com a guanidina é mais lento, vez que ela contém moléculas maiores.

O resultado obtido vai desde cachos mais soltos até um alisamento total, sendo indicada para cabelos crespos, grossos e afro, quer sejam virgens ou já submetidos a guanidina.

Como possui um pH alto, em torno de 12, 13, não é recomendado a utilização de produtos com amônia, vez que a amônia aumenta ainda mais o pH. Para quem usa guanidina e quer colorir os fios, o indicado são as tinturas sem amônia, que não interferem no interior do fio ou as que possuem oxidante ( água oxigenada) de até 20 volumes, que danifica menos a fibra capilar.

Alguns cabeleireiros dizem que o cabelo com guanidina pode sim receber tintura e mechas, desde que o cabelo esteja absolutamente saudável e que “passe” no teste da mecha, que é o que determina, na verdade, se o cabelo pode ou não receber determinada química.

Foto: reprodução

A parte boa da guanidina é que ela é, das bases alisantes, a que menos interfere na cor dos fios. Caso o cabelo fique opaco,  a “culpa” é do pouco enxágue, pois a  guanidina deve passar por um processo de enxágue em abundância para que não fiquem resíduos de carbonato de cálcio, que age endurecendo os fios.

O importante aqui é saber que a guanidina NÃO é compatível com o tioglicolato e com o hidróxido de sódio, portanto, MUITO cuidado ao mudar as bases alisantes!

Outra coisa, cabelo com progressiva ( formol)  não deve ( é diferente de “não pode”) receber guanidina, pois pode sobrecarregar o fio e gerar a quebra.

Como a guanidina não combina muito bem com descoloração ( Não mesmooo!), já vi que ela não é pra mim, porque essa alma loira jamais viverá sem descolorante!

Beijos

Ju

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