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Guarda dos Filhos

Oi meninas!

O post de ontem foi sobre separação/divórcio e falei um pouco sobre o quanto é complicado esse processo quando o casal tem filhos. Hoje, quero trazer um tema que é até polêmico: guarda dos filhos.

Na maioria dos casos, a guarda dos filhos gera sérios conflitos entre o casal e é a parte mais polêmica do processo de separação. Só o fato do casal já ter um filho menor de 18 anos, já faz com que seja preciso recorrer à justiça, pois é o juiz que vai homologar a guarda e deixar tudo documentado.

Quando a separação é consensual, a questão da guarda é pré-decidida pelo casal. Já quando é litigioso, o juiz é quem determinará quem será o guardião dos filhos, e é uma decisão refletida, avaliada e voltada para o bem-estar da criança.

A legislação determina que quem fica com a guarda é a pessoa que melhor tiver condições de exercê-la, assim, se os pais não estão aptos, a criança passa a ser responsabilidade do parente mais qualificado (avós, tios, irmãos, sobrinhos, etc.). Embora a tendência seja que fique com a mãe, é o juiz quem definirá o guardião e, para isso, ele avalia não apenas a condição econômica, mas também os sentimentos do menor em relação ao pretendente da guarda, de modo que afaste qualquer perigo à integridade física e psicológica da criança. Ou seja, são analisados diversos pontos, SEMPRE levando em consideração a criança.

Assim, os tipos de guarda são:

1)    Guarda Unilateral: aqui, a criança mora com um dos pais que detém a guarda e toma as decisões inerentes à criação, e o outro passa a deter o direito de visitas, regulamentadas pelo juiz;

2)    Guarda Alternada: a criança mora um tempo com o pai, e um tempo com a mãe. Alterna não só a guarda como também as responsabilidades e decisões em relação à criança;

3)    Guarda Conjunta: a criança mora com um dos pais, que detém a guarda física, mas ambos dividem os direitos e deveres em relação ao menor;

4)    Guarda Compartilhada: aqui, TODAS as decisões relativas à criança são decididas conjuntamente pelo pais.

Levando em consideração o bem-estar da criança, o melhor tipo de guarda é a compartilhada, pois é a única que possibilita que o menor conviva diariamente com os pais, ou seja, os pais têm os mesmos deveres e as mesmas obrigações na criação dos filhos, e também oportunidade igual de convivência com eles. A criança pode ter um cantinho em cada casa, mas o ideal é que ela tenha uma rotina e horários pré-estabelecidos.

Nos outros tipo de guarda, o período que a criança passa com cada genitor é muito maior, podendo durar até meses, o que não é o ideal. Para  a Psicologia,  a criança necessita de um ambiente estável e que permita a convivência com ambos os pais, de modo que ela construa referências sólidas e tenha um desenvolvimento saudável. É um absurdo que a criança veja um dos pais a cada 15 dias, pois os vínculos se constroem com o tempo e o cotidiano, sem falar que, para a criança, esses períodos de distância podem ser interpretados como abandono ou rejeição.

A proposta da guarda compartilhada é justamente a de possibilitar que os vínculos entre filho/mãe e filho/pai sejam mantidos, pois independentemente do casamento não ter dado certo, eles sempre serão pais dessa criança, ou seja, mesmo que o vínculo marital se acabe, sempre haverá o vinculo parental e é preciso mantê-lo funcionando. É claro que, para que este tipo de guarda dê certo, os pais precisam se dar bem, saibam dialogar e sejam consensuais. Nada de ficarem discutindo horas sobre viagens, passeios, escolas e amigos do filho, isso só prejudicará.

A separação dos pais nem sempre é traumática para a criança, vai depender da forma como tudo acontece. É preciso que os pais esqueçam um pouco a dor da separação para buscar o melhor para o filho. É preciso que superem seus ressentimentos e frustrações em relação ao casamento para que consigam superar os obstáculos e as diferenças de opiniões, e se sintam aptos para continuarem cuidando, JUNTOS, do bem-estar do filho.

Se a convivência entre os ex-cônjuges estiver complicada, o casal pode buscar ajuda na terapia, de modo que as discussões, inseguranças e questões do casal não afetem a criança.

Quando o casal faz da guarda dos filhos uma forma de se vingarem um do outro, provocando quebra do vínculo com o filho e prejudicando a imagem do ex-cônjuge, isso é chamado de Síndrome de Alienação Parental, assunto que estarei trazendo no próximo post!

Abraços!!!

Amanda ( Amandacarvalho@patricinhaesperta.com.br)

 

Guarda dos Filhos
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Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. ? Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza. Se esta dica foi útil pra você VOTE no meu post clicando na entrelinha ☝ acima, tá? Faça seu comentário abaixo. Beijos lindonas ?

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