Doença marcada pelo preconceito

O vitiligo continua intrigando os médicos porque não se conhece muito sobre  a sua origem. Não se trata um mal degenerativo, mas deprime pacientes em razão do estresse causado peloes efeitos estéticos.

Embora ele seja bem frequente no consultório dos dermatologistas, pouco se sabe sobre a origem da doença. Caracterizada pela despigmentação da pele e o surgimento de manchas brancas em várias partes do corpo, sobretudo próximo aos olhos, mãos e genitália. O vitiligo é uma patologia não contagiosa com forte ligação com o estresse e a ansiedade. Suspeita-se ainda do fator autoimune como um dos gatilhos que acionam o seu desenvolvimento.

Sem causas ou explicação conhecidas, a doença não tem cura, mas sim tratamentos que recompõem a pigmentação da pele. Apesar de pouco se saber sobre o vitiligo, os médicos garantem que além do problema meramente estético, não há nada a temer de mais grave. Com os tratamentos disponíveis é possível levar uma vida normal, apesar do efeito emocional. Pacientes reclamam, ainda, que a maior barreira a enfrentar na sociedade em relação ao vitiligo é o preconceito.

A origem do vitiligo está relacionada a uma inflamação nos mielócitos, que são as estruturas responsáveis pela produção de melanina.Essa inflamação é causada por um ataque das células de defesa do corpo humano. Embora a doença provoque desconforto nos pacientes, do ponto de vista visual, ela não tem nenhuma implicação física. Não causa problemas de saúde e nem vai evoluir para um câncer ou algo parecido.

Na grande maioria dos casos, as primeiras manchas surgem na infância ou no início da vida adulta. É um problema que acomete entre 1% e 2 % da população. Destes, cerca de 25% manifestam a doença antes dos 10 anos. Em outros 50% dos casos, as manchas surgem antes dos 20 anos. Quando os casos surgem na infância, o ideal é que os pais levem os filhos a um pediatra, que poderá verificar se é mesmo vitiligo, uma mancha de nascença, micose ou mesmo uma despigmentação por causa de outro tipo de inflamação.

A doença ainda não tem cura, mas os tratamentos podem ajudar a repigmentar as áreas atingidas. “Sabemos que o vitiligo tem uma evolução imprevisível”. Da mesma forma que pode surgir sozinho, ele também pode desaparecer. Não é possível também prever a evolução, se surgirão mais manchas ou se elas permanecerão restritas àquela área do corpo.  Para os casos em que a doença persiste, o tratamento é focado na repigmentação da pele.

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Quando se opta por utilizar corticoides, que previnem as inflamações nos melanócitos, ele pode ser através de medicamentos para ingestão ou tópicos. As formas mais modernas de tratamento, incluem o uso de feixes de laser (direcionados para a área afetada), que impedem novas infecções nos melanócitos e os estimulam a produzir mais melanina, voltando a pele para a sua coloração normal.

O paciente com vitiligo tem a pele mais sensível do que o normal, por isso o laser é de um comprimento de onda diferente da irradiada pelo sol, que não agride a pele.

Por isso meninas, se vocês tem amigos ou alguém na família que convive com essa doença, não há motivos para o preconceito, ame-as!

Beijos

Doença marcada pelo preconceito
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Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. ? Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza. Se esta dica foi útil pra você VOTE no meu post clicando na entrelinha ☝ acima, tá? Faça seu comentário abaixo. Beijos lindonas ?

3 Comments
  1. Meninas, parabéns pela excelente reportagem sobre o vitiligo.
    Fui curada do vitigo através de um tratamento espiritual há muitos anos atras!
    Eu gostei tanto de vcs terem abordado esse tema, pq as pessoas com essa doença sofrem muito o que acaba agravando o vitiligo. Parabéns, parabéns! Com muito carinho a todas vcs que fazem tudo para esse site ser uns dos melhores!

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