Alienação Parental

Oi meninas!!

Nos últimos posts venho falando do processo de separação, divórcio e sobre a guarda dos filhos. Hoje vou falar da Síndrome de Alienação Parental (SAP), um fenômeno que tem se tornado um verdadeiro problema para o bem-estar das crianças cujos pais tiveram um divórcio litigioso.

A alienação parental ocorre quando uma pessoa não consegue lidar de forma adequada com os sentimentos dolorosos que surgem durante uma separação, e desencadeia um processo de desmoralização e descrédito do ex-cônjuge, buscando denegrir sua imagem e destruir o vínculo com o filho.

A ruptura da vida marital pode fazer com que a mãe se sinta rejeitada, humilhada e traída, buscando atrapalhar a convivência e destruir os laços entre pai e filho (ou vice-versa, ou seja, o pai tenta destruir o vínculo do filho com a mãe) em busca de vingança. Isso provoca angústia na criança por conta da confusão de sentimentos em que ela é mergulhada e, conseqüentemente, ocorre a quebra do vínculo afetivo.

O genitor alienador procura destruir a confiança do filho no outro  genitor, fazendo insinuações e colocando na cabeça da criança imagens e emoções que nunca aconteceram. É como se fosse uma lavagem cerebral, provocando dissociação da realidade e faz com que o filho aceite como verdade tudo o que o alienador falar.

Não são raros os casos em que a mãe acusa o pai de abuso sexual e que, de tanto criar e citar os detalhes para a criança, esta demonstra como se realmente tivesse sido abusada sexualmente. Ou seja, há a implantação de falsas memórias, e essa é uma característica da Síndrome de Alienação Parental.

É um processo que acaba por destruir a identidade da criança, o desenvolvimento saudável e traz graves prejuízos para sua saúde psíquica.  Mas o que leva uma pessoa a causar tamanho prejuízo emocional ao próprio filho?

As razões são várias. Dentre elas, podemos destacar a incapacidade do genitor de lidar com a frustração e aceitar o fim do relacionamento, se deixando dominar por um profundo sentimento de abandono e rejeição, que faz com que ele não consiga reconhecer o espaço e o direito do outro.

O genitor alienador pode, também, não saber separar o papel marital do papel parental, tendo dificuldades de aceitar que o ex-cônjuge pode ser um bom pai ou uma boa mãe. Ou até mesmo, o medo de que o filho prefira ficar com um dos pais, pode fazer com que o outro se disponha a destruir esse vínculo, de forma que seja ele o escolhido para ser o único a receber o afeto do filho.

É preocupante o quanto os casos de Síndrome de Alienação Parental têm aumentado, o que exige uma maior preparação não só dos juízes e do Ministério Público, mas também de assistentes sociais, psicólogos e até mesmo dos próprios familiares. É preciso lutar pelo bem-estar das crianças e é realmente lamentável que muitas delas estejam sofrendo e sendo usadas como munição contra os ex-cônjuges.

Pesquisas indicam que em 92% dos casos de rompimento entre os pais, a guarda dos filhos fica com a mãe. Ou seja, são elas as que mais praticam  atos de alienação, fazendo de tudo para evitar contato entre pai e filho. Tais atos vão desde fazer chantagem emocional, denegrir a imagem do outro dizendo que este não paga a pensão, é drogado, mulherengo ou que não foi buscar o filho por não gostar dele, imposição de obstáculos nos dias de visitas até, nos casos mais graves, falsas denúncias de agressão sexual.

As estatísticas são tão assustadoras e os casos são tantos, que foi sancionada uma lei (Lei da Alienação Parental, Lei n° 12.316, entrada em vigor em 27 de agosto de 2010) que define alienação parental e prevê várias punições para os que a praticam, variando da advertência e multa até à inversão da guarda e suspensão da autoridade parental.

Assim, se você se encontra nessa situação, seja cautelosa, pois você estaria prejudicando não só ao seu filho, mas também ao pai dele e a você mesma. Nunca reclame dos defeitos do ex na frente dos filhos, pois sua decepção com o marido não faz dele um péssimo pai. Afinal, é um direito dele e da criança terem seus vínculos afetivos preservados.

Evite, também, dizer ao filho que se sente triste, chateada ou sozinha quando ele sai com o pai, não fique ligando toda hora no dia da visita e não invente desculpas para que os encontros não ocorram, pois assim você estará preservando o emocional do seu filho. Se a situação for inversa, ou seja, se o pai é o alienador, não tenha receio de procurar a justiça, pois o maior prejudicado nessa história será sempre a criança.

É sempre válido reforçar a importância da terapia para todos os envolvidos em um processo de separação, de modo que encontrem um espaço onde se sintam confortáveis e seguros para falar de seus medos, inseguranças, incertezas, sonhos e desejos, se fortalecendo e superando esse capítulo de suas vidas.

Beijosss!

Amanda (Amandacarvalho@patricinhaesperta.com.br)

Alienação Parental
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Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. ? Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza. Se esta dica foi útil pra você VOTE no meu post clicando na entrelinha ☝ acima, tá? Faça seu comentário abaixo. Beijos lindonas ?

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