Como Lidar Com a Alienação Parental?

No post anterior (AQUI) expliquei um pouco do que é a alienação parental, de porque acontece e de como isso afeta a vida das crianças, e nesse vou falar sobre como fazer esse processo parar, para o bem da criança.

Ao notar uma rejeição exagerada, o não querer ficar perto ou partilhar a vida, e a raiva do filho, é essencial que, com calma, o pai/mãe rejeitado converse com a outra parte. É preciso saber o que está motivando essa reação da criança, o que está sendo dito e de que forma essa separação está sendo “repassada” para os filhos. Não se pode começar a conversa em tom de acusação porque, em alguns casos, quem está “fazendo a cabeça” da criança nem é o pai/mãe, mas sim, algum familiar.

De qualquer forma, é preciso pedir para que isso seja investigado e que o comportamento seja banido, já que os prejuízos para o desenvolvimento emocional da criança são enormes. Caso o diálogo não logre sucesso, existem meios legais de “trabalhar” isso, podendo resultar, inclusive, em perda de guarda pelo genitor alienante, o que se dá em benefício do menor.

Para além de fazer cessar o comportamento abusivo por parte de um dos genitores, é essencial que a “outra parte” tente se aproximar do filho e, de forma suave, sem agredir o genitor alienante, explicar o que está acontecendo, mostrar para a criança a sua verdade, o seu lado da história.

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Além de muito diálogo, o pai/mãe pode e deve tentar fazer cada vez mais parte da vida do filho, participando de brincadeiras, levando para passeios e aproveitando esses momentos juntos para mostrar o quanto o ama, o quanto ele continua sendo importante, independente da separação, porque se separa do homem/mulher, mas não do filho.

Há que se ressaltar, ainda, que, estando a criança já bastante confusa e abalada diante de tantas e inesperadas mudanças, não se pode, de forma alguma, aumentar esse desequilíbrio, que pode acontecer quando, por exemplo, o genitor que está sendo prejudicado briga, discute e comete qualquer ação agressiva na frente da criança.

Todo o cuidado do mundo precisa ser tomado nessa fase em que o menor está tão vulnerável, sobretudo porque os pais são as maiores referências dos filhos, que os veem como modelos de tudo e para tudo, e, ao passar por isso, eles perdem não só o convívio com uma das partes como também essa referência tão importante para a sua formação.

Esse tipo de problema costuma deixar sequelas na criança que podem durar toda uma vida.  Sim, a tristeza da infância passa, assim como a raiva e a decepção, mas as marcas da ausência permanecem para sempre, e podem moldar inúmeros aspectos da personalidade, influindo, inclusive, na dificuldade de se relacionar e de confiar no outro.

Então, pelo bem da criança, mesmo diante de todo esse transtorno, é preciso que os pais entrem em um consenso, não se agridam (ao menos na frente da criança) e evitem a todo custo colocar o filho no meio desse “campo de  batalha”.

Beijos

Ju Lopes

Como Lidar Com a Alienação Parental?
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Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. ? Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza. Se esta dica foi útil pra você VOTE no meu post clicando na entrelinha ☝ acima, tá? Faça seu comentário abaixo. Beijos lindonas ?

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