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Relato de Caso

Meninas,  sempre recebo muitos e-mais contando histórias relacionadas aos posts, sobretudo os que eu posto no Papo de Mulher. Essa semana recebi muitos relatos sobre a questão da interrupção da menstruação, então preciso agradecer a vocês pela confiança em dividir comigo algo que é tão íntimo. Obrigada, viu?

Agora preciso fazer um agradecimento especial a M.M, uma seguidora aqui do Patricinha Esperta que me enviou um e-mail relatando as experiências dela com a interrupção da menstruação   e autorizando a publicação do seu desabafo. Obrigada pela confiança e pela coragem!

Vejam o e-mail:

desa - Relato de Caso

” Olá, Ju!

Acompanho e admiro seus posts. Portanto, vi desde o início a discussão sobre menstruar ou não e achei tão intteressante que pensei em responder mais tarde… Acabei salvando como IMPORTANTE no meu e-mail, mas não tive tempo de fazê-lo.
Bom, vou contar meu caso… que você pode até publicar, desde que preserve meu nome, tá?

Eu menstruei aos 11 anos, quando ainda brincava de bonecas, embora pensasse em meninos. Risos. Antes disso, uns seis meses, sofri com uma enxaqueca absurda, de enjoar, vomitar e desmaiar na escola. Meus pais foram chamados e ficaram preocupados com esse quadro, até descobrirem que era só meu organismo avisando que eu tava virando mulher. Quando pensei que minha vida fosse melhorar, piorou, e muito. Eu tinha cólicas insuportáveis e durante cinco dias no mês eu praticamente anulava a minha vida. Nessa época, eu era atleta, nadava, e ficava sem treinar durante esse período. Essas cólicas me faziam desmaiar, perder aulas e até visitar o hospital para ser medicada com remédios na veia, a fim de  ficar dopada, dormir e não sentir dor. Além disso, a TPM era tão intensa que eu chegava a um nível de insanidade tão absurdo que cheguei a tomar antidepressivos. Era como se uma entidade ruim tomasse conta de mim por cinco dias/mês.

Vivi assim por anos… até meus 15/16, quando resolvi apelar pra acupuntura e, como em outras situações na minha vida, melhorei bastante. Incomodava, mas  eu já podia suportar o incômodo e ter uma vida quase normal. Esse mesmo fisioterapeuta/acupunturista sugeriu que eu interrompesse a menstruação. Minha ginecologista acatou esse meu pedido e eu tentei todos os anticoncepcionais, tomando sem interrupção, mas, mais uma vez, meu organismo dava sinais de que eu era intolerante a hormônios… E eu engordava 5kg a 8kg por mês. Como eu sempre tive tendência a engordar e dificuldade em manter o peso baixo após dietas absurdas, a culpa era sempre minha. Tentei academia, dieta e ainda assim engordava horrores. Com essa brincadeira, engordei 35kg. Quando parei com os hormônios anticoncepcionais, só consegui perder 10kg do que eu havia engordado. E aí veio a depressão profunda!

Mais tarde, houve a necessidade de tomar anticoncepcionais para o fim exato que ele se destina. Não queria engravidar e estava noiva, com uma vida sexual ativa e desejando abrir mão da camisinha. O único método anticoncepcional que me restou foi o DIU de Cobre. O DIU Myrena tem hormônio e o IMPLANTE proposto pela equipe do Dr. Elsimar Coutinho era um investimento alto para também não dar certo, já que se tratava de mais hormônio. Nesse momento, procurei a clínica CEPARH, em Salvador, de Dr. Elsimar Coutinho, com uma equipe maravilhosa, especializada em planejamento familiar, reprodução humana e DST’s, dentre outras coisas. A primeira médica, Dra. Wendy, se recusou a colocar o DIU porque aumentava o fluxo, as cólicas e eu não tinha filhos, o que era uma exigência do método, mas Dr. Hugo Maia concordou em fazer o teste porque eu já havia testado outros métodos mais convencionais, sem sucesso e também porque o DIU, aumentando o fluxo, poderia diminuir minhas cólicas. Há três anos e meio uso o DIU de Cobre. Faço exames de 6 em 6 meses para verificar se tem infecção, se está situado e com relação às cólicas, incrivelmente, diminuiu bastante, consideravelmente. Passei a menstruar por 6/7 dias e só sentia cólica nos dois primeiros, mas bem menos intensa, levando uma vida absolutamente normal. Com relação à TPM, quase nem sinto; é raro, de modo que penso que é até psicológico.

Recentemente, há dois meses, voltei a sentir cólicas intensas e meu fluxo intensificou bastante. Ainda não descobri o que é, porque não consegui marcar consulta (problemas de plano de saúde), mas fiz uma ultrassom e descobri que um ovário está com volume três vezes maior que o normal, o que pode ser por conta da intensidade da menstruação, segundo minhas pesquisas.

E pior: conversando com minha vó, uma pessoa simples, ela me disse que uma irmã dela morreu aos 16 anos, de menstruação. Em outras palavras, a irmã dela faleceu aos 16 anos por endometriose ou qualquer outra doença decorrente da menstruação, do fato de ela menstruar. Vale lembrar também que minha mãe, minha avó e duas tias passaram por histerectomia (retirada de útero) por conta de doenças provocadas pela menstruação.

Então, se me perguntar se eu gosto e quero menstruar, respondo que NÃO!!! A não ser pelo fato de poder gerar bebês, não vejo nenhuma utilidade nisso, ainda que pensem que é anti-natural. E cada um tem sua opinião… que deve ser respeitada.

Obrigada pelos posts e desculpe o meu desabafo.

Atenciosamente,

M.M.”

Acho esse tipo de post importante pois são histórias reais, que trazem fatos poderiam ter acontecido com qualquer uma de nós. São histórias que servem de alerta, são histórias que nos informam e que podem nos ajudar de inúmeras formas.

Dessa forma, quero deixar claro que o espaço está aberto para vocês relatarem suas experiências , caso queiram, sejam elas favoráveis ao que eu acredito ou não.

E, mais uma vez, obrigada M.M!

Beijos

Ju

julianalopes@patricinhaesperta.com.br

Escrito por Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza.

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