Odeio Meu Trabalho! O Que Fazer?

Como vocês sabem, sempre recebo muitos e-mails com perguntas mais pessoais, talvez porque lá no Face (AQUI e AQUI)  eu exponha mais a minha vida, converse mais e dê mais abertura para esse tipo de assunto, porque, de verdade, eu gosto e quero muito fazer parte da vida de vocês. Então, são muitas perguntas relacionadas a coisas que não têm muito a ver com o foco do blog e uma hoje me chamou a atenção pela agonia que a menina demonstrava, pois, segundo ela, a coisa era tão grave que ela começou a demonstrar sinais fortes de ansiedade, coisa que, para ela que já havia se tratado de síndrome do pânico, era altamente problemático.

Responder a esse tipo de questionamento é muito difícil porque cada situação é única. Por exemplo, uma pessoa que tem condição de se manter, que tem grana guardada ou que tem pais ou marido por trás para “segurar a onda” até que ela descubra do que gosta e possa se dedicar a isso é bem diferente de uma pessoa que não tem com quem contar, que é arrimo de família, que tem filhos para dar conta, que ajuda em casa, que tem pais doentes, dentre outras coisas.

O que eu digo sempre é que primeiro a gente faz o que tem que fazer, para depois fazer o que a gente quer fazer. Então, enquanto não pode fazer o que quer fazer, tem que “segurar a onda” e fazer o que é preciso, e, ao mesmo tempo, ir investindo nos seus sonhos, nos seus projetos, para que, num futuro próximo, o jogo vire e você possa fazer o que quer. O que não pode é se acomodar, isso nunca!

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Fácil não é, mas é o caminho mais coerente e seguro.

Quando, por algum motivo, que pode ser a pressão exacerbada, um chefe autoritário, colegas que passam por cima dos outros ou coisas similares, o seu trabalho começa a prejudicar a sua saúde, é hora de ponderar os prós e contras, porque altas cargas de estresse são extremamente prejudiciais, sobretudo para pessoas, como a leitora que falei acima, que, por exemplo, já tiveram quadros de síndrome do pânico ou depressão.

Primeiro é preciso saber os motivos pelos quais esse emprego te faz tão mal. Você não gosta da área, não gosta da empresa, não gosta do chefe ou dos colegas, o ambiente de trabalho é hostil? Você não é valorizada nem recompensada como deveria? Se sente muito pressionada? Essa sensação de insatisfação  é momentânea ou já vem de longo tempo?

Tudo isso deve ser analisado, assim como pode-se, ainda, tentar dialogar para mudar o que incomoda, o que frustra, ou o que causa insatisfação. Mas, se nada disso funcionar, é hora de se planejar para, pouco a pouco, de forma segura, mudar de emprego, trocar de área e buscar novas oportunidades.

E, enquanto você precisa permanecer em um local que detesta, tente ao máximo não somatizar os aborrecimentos e insatisfações, para não acabar prejudicando a sua saúde e o seu bem-estar.

Beijos

Ju Lopes

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