Sobre a morte

Oi meninas!

Hoje é feriado dos Finados e quero aproveitar esse dia para falar sobre algo que muitas pessoas preferem nem pensar: a morte. Sei que é um tema que provocam muitas sensações, sentimentos, lembranças e pensamentos, mas acredito que devemos falar sobre nossos medos, pesadelos e receios, pois só assim eles deixarão de ser tão assustadores.

Já não é fácil lidar com perdas materiais, como um celular, um carro ou o dinheiro que foi roubado, ou emocionais, como uma amizade ou um namoro desfeito, imagine lidar com a perda de um ser humano que era tão precioso, tão amado e querido por nós. Alguém com tanto significado, que às vezes a sua partida parece tão surreal, irreal, quase impossível de entender. Alguém que partiu e que nunca mais vai voltar.

Mas esse medo da morte é algo próprio da cultura ocidental e resultado da educação que recebemos. Aprendemos que a morte é algo que deve ser evitada ao máximo, que não devemos mencioná-la para não atraí-la. Desejamos ser imortais e viver o máximo possível, mas esquecemos que a única certeza que temos é que, um dia, todos nós iremos morrer.

Então, se essa é nossa única certeza absoluta, por que ter medo? É claro que quando pensamos na morte nos sentimos aflitos e ansiosos, e, sinceramente, acredito que seja uma reação natural. Sim, natural, por que estamos diante de algo desconhecido para nós. Sabemos que vamos morrer, mas não sabemos como nem quando. Sabemos que nossos parentes e amigos vão morrer, mas também não sabemos como, quando nem onde. Não sabemos o que há depois, se realmente há algo depois. E isso gera medo.

Mas pra que perder tempo pensando nisso? Temos mesmo é que viver, valorizar as pessoas enquanto elas estão aqui, e não quando se forem. Se aprendêssemos a viver compreendendo a morte como parte da vida, com certeza teríamos vidas mais plenas, com mais amor pelo próximo, mais palavras de carinho nas despedidas, mais “bons dias” e “boas noites”, mais “eu te amo”, mais abraços verdadeiros e sorrisos de satisfação e prazer pela simples presença do outro.

Devemos trabalhar isso dentro de nós e ensinarmos que a morte faz parte da vida, de todas as vidas, não só das humanas. Devemos aprender a aceitar que alguém se foi e passar por todo o processo natural de luto, e, por mais difícil que seja conviver com aquele vazio, aquela ausência, é preciso saber que isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Saber que essa pessoa viveu da forma que escolheu, que errou, aprendeu, sonhou, sorriu, chorou e deixou lembranças, boas e ruins, mas lembranças para que aquelas pessoas que a amassem pudessem saber e aprender a valorizarem ainda mais suas vidas. Compreender isso ajuda a superar perdas e suavizar o luto.

Sem falar que, muitas vezes, surgem sentimentos de culpa, recriminação e lamentação por aquilo que poderia ter dito e sido, e não foi. Tais sentimentos não são saudáveis e devem ser superados, pois por mais erros que tenham sido cometidos, ainda existe vida; a vida continua e o tempo não vai parar.

Por isso, é sempre bom nos prepararmos psicologicamente e emocionalmente para a morte. Ao refletirmos sobre ela, podemos nos sentir de tantas formas, que é importante termos alguém para conversar e partilhar. Não é fácil, não é nada fácil, mas com certeza é um grande passo.

Graças a Deus, nunca perdi ninguém próximo e, embora já tenha presenciado vários momentos de dor pela perda, nunca senti realmente como é, dentro de mim. Mas durante meu curso de Psicologia, tive que lidar muito com a morte, tanto em teoria quanto na prática. Foi muito difícil trabalhar com pacientes terminais, pré-operatórios, vítimas de acidentes, doentes crônicos, com as famílias enlutadas e com pessoas de todas as idades: crianças, adolescentes, adultos, idosos… Lidar com o desespero ou com a aceitação deles me ensinou tanto sobre o quanto somos vulneráveis, mas também serviu para comprovar o quanto somos resilientes, capazes de dar a volta por cima e superar tudo.

Então, a você que perdeu alguém, deixo meus sinceros sentimentos e desejo muita paz ao seu coração! Posso não sentir sua dor, mas consigo me pôr em seu lugar.

Ps. Tem um livro, chamado “Sobre a morte e o morrer”, da Elizabeth Kubler-Ross, que é muito bom. Quem se interessar, pode ler o resumo AQUI.

Beijos!

Amanda (Amandacarvalho@patricinhaesperta.com.br)

Sobre a morte
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Kalina Amaro

Sou jornalista, blogueira, louca por cosméticos e chocolate. ? Escrevo sobre um pouco de tudo que for relacionado ao universo feminino.. mas você vai ver meus posts mais na categoria beleza. Se esta dica foi útil pra você VOTE no meu post clicando na entrelinha ☝ acima, tá? Faça seu comentário abaixo. Beijos lindonas ?

3 Comments
  1. Crislaine Job disse:

    Oi Amanda!!

    Eu perdi minha mãe as 9 anos, não conheci minha avó materna e também meu tio querido!
    Todos eles de câncer!
    Sinto muita falta deles, principalmente da minha linda, minha querida mãe! Que se foi tao cedo na época em que mais precisei dela!
    Aprendi a falar dela sem chorar, mais a saudade sempre vai existir! Fico imaginando como seria minha vida com ela, se ela estivesse aqui conosco.. como seria bom!
    É um vazio insubstituível! Mais acredito na vida após a morte e acredito que eles vivem num lugar de paz e amor!
    Um conselho para as pessoas que nunca perderam alguém querido: ame, ame muito as pessoas ao seu redor, mais ame em VIDA! Dê muito valor na sua família!! Pois eles são únicos e insubstituíveis!

    1. Sim, Cris, é sempre bom valorizarmos as pessoas enquanto elas estão vivas. Às vezes somos tão mal acostumados a falar nossos sentimentos e dizer para as pessoas o quanto elas são especiais, que o momento passa e fica aquela sensação de vazio. A saudade sempre vai existir, mas a vida continua né, agora você tem sua própria família para dar muuuito amor! Beijos e felicidades sempre!

  2. Olá! Adorei a matéria… minha tia faleceu não tem nem 2 meses… e a última pessoa que ela pediu para ir vê-la fui eu… morreu um dia após o meu aniversário… Deichou meus 3 primos, entre eles uma criança de 7 anos…

    Eu sou a única menina da família, então ela me tratava como filha (tinha muita vontade de ter uma menina)

    Estou superando aos poucos, mas a dor ainda é muita.

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