Cuidado com a Automedicação!

Já ouviram dizer que de “médico e louco todo mundo tem um pouco”? Pois é, e quando se trata de automedicação parece que somos médicos de várias especialidades, porque sempre temos um remedinho para cada coisa.

Acho que ter uma “farmácia” em casa já é um costume para a grande maioria das pessoas, e isso é um risco enorme, porque remédios possuem efeitos colaterais, alguns não devem ser “misturados” com outros ou com outras substâncias e alimentos, e, além disso, se automedicar pode acabar “escondendo” algum problema mais grave de saúde, o que compromete o diagnóstico precoce, que é sempre o melhor, e o possível tratamento.

A coisa tomou proporções tão sérias que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu, em 2010, a venda de antibióticos sem receita médica, o que foi um avanço, já que esses remédios eram consumidos em larga escala e sem o menor acompanhamento médico, o que é um problema, pois o uso sem necessidade de antibióticos aumenta a resistência a bactérias, o que significa que cada vez serão necessárias doses maiores para que o remédio surta efeito. Entretanto, mesmo com essa restrição, são muitas as farmácias que ainda vendem remédios desse tipo sem receita, sobretudo em cidades do interior.

Como se não bastasse a venda de antibióticos sem receita médica, os anti-inflamatórios também são vendidos da mesma forma e, olha o perigo, podem acabar gerando problemas graves, como insuficiência renal.

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É claro que se você está com dor de cabeça, a mesma que você sente sempre, e tem em casa o remédio receitado por seu médico (eu super tenho, porque no vigésimo quarto dia do meu ciclo, mesmo tendo suspendido a menstruação, sinto uma dor de cabeça enlouquecedora!), vale tomar, mas isso não pode ser um hábito, não pode se transformar em rotina, porque uma simples dor de cabeça pode ser sinal de coisas bem sérias, e se você fica se entupindo de remédios, um atrás do outro, pode mascarar isso e piorar o quadro.

 Existem alguns remédios que já fazem parte da nossa “farmácia pessoal” e que, inclusive, carregamos na bolsa, pois acreditamos que são inofensivos, mas, na verdade, eles podem causar muitos problemas. A dipirona, por exemplo, muito utilizada para dores de cabeça, pode levar à queda da pressão, enquanto o paracetamol, dependendo das quantidades, pode levar a problemas hepáticos. Os antigripais, ao contrário da dipirona, podem, dependendo da formulação, causar aumento da pressão. Esses são os exemplos mais comuns de remédios que tomamos sempre, mas existem vários outros que temos à disposição e que podem causar danos.

E para quem acha que só os industrializados é que causam problemas, vai um alerta: os naturais, como o Ginkgo biloba, por exemplo, também não podem ser tomados à vontade!

O ginkgo biloba, que meio mundo de gente toma, pode causar dores de cabeça e, pior, afinar o sangue, causar problemas plaquetários e aumentar a probabilidade de hemorragias. A alcachofra, facilmente encontrada em farmácias e muito usada em dietas de emagrecimento, potencializa a ação de outros diuréticos, o que pode causar perda de potássio. Até os chás, que parecem tão inofensivos, são perigosos, já que causam sim, efeitos colaterais e podem comprometer a absorção pelo organismo de algumas substâncias.

Portanto, todo cuidado é pouco!

Beijos

Ju Lopes

 

 

 

Cuidado com a Automedicação!
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Kalina Amaro

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