História das Calças Femininas

calça

Há décadas atrás, os tecidos finos eram acessíveis apenas para mulheres ricas que poderiam comprá-los e mandá-los para as costureiras produzirem os vestidos que desejavam. Estes vestidos eram longos, sem decotes e sem cortes, ou seja, bem comportados, pois as mulheres mais ousadas, na época, eram taxadas de prostitutas ou pecadoras, seja por causa das famílias tradicionalistas, da sociedade ou das entidades religiosas. Quando começaram a pipocar mulheres com calças, por exemplo, os escândalos eram constantes. Antigamente não haviam outras opções de vestimentas além destes vestidos, ao contrário de hoje, que as mulheres enlouquecem com a variedade de vestimentas existentes.

As primeiras mulheres começaram a usar calças após a Revolução Francesa como forma de protesto. O choque da sociedade era tanto que elas não poderiam sair às ruas novamente com tais vestimentas, pois corriam o risco de não serem liberadas da prisão novamente. Mas, as francesas foram teimosas e disseminaram a peça de roupa ao redor do mundo, chegando a um estágio que as autoridades não podiam mais controlar o que podiam ou não usar. O tecido destas calças eram de algodão, sendo que até então, apenas homens usavam calças, de seda, que os tornavam superiores em relação aos pobres.

Ainda no início do século XX, tempo dos nossos avós, não se podia usar calças no dia-a-dia. Na França, por exemplo, as calças passaram a ser permitidas em passeios de bicicleta ou à cavalo. Por conta das guerras mundiais, onde também passaram a trabalhar, de forma escrava, as mulheres mais pobres começaram a usar as calças dos seus maridos. A famosa calça jeans só surgiu em cena no ano de 1960, quando as mulheres hippies começaram a utilizá-la para trabalhar em minas de pedras preciosas. Mas, virou moda, foi liberada e começou a ser produzida em massa nos Estados Unidos.

Na década de 80 o uso de calças se popularizou a nível mundial, momento em que passou a surgir a variedade de opções da moda feminina. Somente na década de 80 as calças ganharam outros tecidos, cores, texturas ou estampas, além de novos cortes, bolsos e formatos. No entanto, ainda há países que abominam a existência desta vestimenta, que se tornou a peça mais básica do guarda-roupa das mulheres. Na França, por exemplo, a lei que regulamenta onde as calças podem ser utilizadas só foi cassada, pasme, agora em 2013, causando rebuliço entre os homens, religiosos e tradicionalistas até hoje.

Nos países mais severos, como, por exemplo, o Sudão, a lei contra o uso das calças foi reforçada desde o ano de 1991 e persiste até hoje. De acordo com o código penal do Sudão, as mulheres que usam qualquer tipo de calças estão incitando o crime de uso de trajes obscenos, crime este que é penalizado com multas em libras e várias chicotadas em público. Contudo, em vários outros países, como, por exemplo, os que estão situados no continente americano, o assunto já é algo ultrapassado e muitas pessoas acabam não acreditando que estas leis ainda existam de fato.

A conquista das mulheres em poderem utilizar calças desencadeou a moda para outras vertentes além dos vestidos. Desta forma, surgiram as blusas, as camisas, as saias, os macacões, os cortes, os decotes, os acessórios, as leggings, os bodies, as minissaias, os casacos, as jaquetas, os cardigãs, as saídas de praia, as meias calças, as roupas e banho, os shorts e as bermudas. Tudo em diferentes cores, texturas, estampas, formas geométricas, listras ou ilustrações. Outra diferença de antes para depois é que todas as peças existentes atualmente estão ao alcance das mulheres de todas as classes sociais, sendo que há marcas para diferentes níveis econômicos.

 


Sobre Kalina Amaro

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